Dicas de neuromarketing para conteúdo visual

Desde a hora que acordamos estamos tomando decisões. Tomamos a decisão de sair da cama, de qual roupa vestir, qual rua entrar, onde almoçar, com quem falar, de qual seriado assistir, o que fazer no final de semana e assim por diante. São escolhas que na maioria das vezes fazemos em um piscar de olhos, pois muitas entram no nosso cotidiano automaticamente.

O mesmo acontece quando fazemos uma compra ou investimos em um produto ou serviço de uma empresa. Todos temos o livre arbítrio para passar ou não o cartão, mas o fato é que se a marca age de maneira inteligente, ela consegue dar uma forcinha nesse livre arbítrio.

Graças à ciência, hoje conseguimos identificar o motivo que faz uma pessoa tomar uma decisão específica. Com isso, entendemos que empresas e marcas podem, sim, afetar o comportamento de seus clientes. É aqui que entram algumas dicas de neuromarketing que queremos compartilhar com você.

O que dizem os estudos

Antes de partirmos para as dicas de neuromarketing propriamente ditas, vamos aos fatos. Um estudo realizado por G. Zaltman (professor na Harvard Business School), sugere que 95% dos comportamentos e preferências humanas vêm do subconsciente.

Em entrevista, Zaltman conta que muitos consumidores dizem que na hora de comprar um produto comparam preços. Contudo, esses mesmos consumidores geralmente revelam que nem procuram alternativas à marca escolhida. Ou seja, eles podem até pensar que tomaram uma decisão após ponderarem, mas o fato é que vão direto nas marcas que, por algum motivo, chamam sua atenção (seja por reputação da marca, pela embalagem do produto, publicidade etc.).

Vamos a um exemplo: em um experimento realizado em 1975, os participantes foram convidados para um teste cego entre a Pepsi e a Coca-Cola. As pessoas ali presentes escolherem a Pepsi. Baseado nisso, em 2003 o neurocientista Read Montague questionou que, se a maioria das pessoas prefere a Pepsi, por que suas vendas não estão dominando o mercado?

Montague chamou alguns consumidores para uma ressonância magnética a fim de rastrear suas atividades cerebrais. A explicação completa do estudo você encontra aqui, mas em suma ele concluiu que o cérebro das pessoas fazia uma conexão com os comerciais da Coca-Cola, e que as emoções associadas à marca estavam substituindo a análise da qualidade real do produto.

Além desse existem outros vários estudos e todos chegam à mesma conclusão: a de que existe muito mais no processo de decisão do que os olhos podem captar. Então, vamos para as dicas de neuromarketing.

3 dicas de neuromarketing

1. Utilize as cores certas

A psicologia das cores estuda como as cores nos fazem sentir, agir e pensar. Não é à toa que, com toda certeza, um dos elementos utilizados pelo marketing que mais afetam o comportamento do consumidor é a cor.

Por exemplo, você acha que o azul utilizado nos logotipos de companhias áreas como KLM, Lufthansa e United Airlines é um acaso ou apenas algo a ver com a cor de alguma bandeira? De acordo com a psicologia das cores o azul remete à segurança, proteção, paz, confiança e limpeza. Além disso, é comum associarmos o azul ao céu limpo (e o que mais acalentador do que voar em um céu que – pelo menos aparentemente – não dá sinais de que enfrentaremos turbulências?).

O verde do Starbucks é associado ao relaxamento e à tranquilidade, convidando pessoas a irem ao café, sentarem e desfrutarem o momento. O vermelho do McDonald’s, por sua vez, traz um senso de urgência e de fome. E assim poderíamos analisar outras marcas famosas.

Dito isso, quais cores sua empresa deve adotar em seus materiais? Logicamente, deve-se respeitar a identidade visual da sua marca, mas você pode trabalhar com as cores de modo que elas fiquem atraentes ao olhar e consigam transmitir uma mensagem.

2. Utilize fontes como elemento de design

O conteúdo visual deve agradar aos olhos. Por mais óbvio que isso seja, pode acreditar: muita empresa ainda não percebeu isso.

Ao enviar uma mensagem para seus clientes, o que você quer que eles percebam, o conteúdo ou o design bagunçado? Quando existe essa batalha por atenção dos olhares e você quer que a mensagem seja retida, tenha um cuidado especial ao escolher a fonte.

A escolha da maioria dos consumidores e clientes é por uma opção que os tranquilize e ofereça uma experiência mais agradável. Em outras palavras, incorpore fontes simples e fáceis de ler. Vale sempre ressaltar que tudo tem a ver com seu público e a mensagem que você quer passar, mas aqui vale a máxima de que “menos, é mais”. Então, cuide com os exageros.

Evolução de fontes em marcas – Imagem: Roby Walker

3. Mostre o comportamento dos outros

Se tem uma verdade universal, é o fato de que não podemos subestimar o quanto desejamos nos sentir pertencentes a um grupo. A maioria de nós quer ter as mesmas coisas de todas as outras pessoas, quer sentir as mesmas alegrias, ter os mesmo resultados e viver as mesmas experiências.

Esse princípio é o mesmo adotado por empresas como Airbnb, que mostram o depoimento dos viajantes e a popularidade de um quarto ou de uma experiência.

Tela de avaliação Airbnb

Mas, e se você trabalha na indústria? Uma boa dica é utilizar casos de sucesso, pois eles são uma excelente ferramenta para mostrar aos seus clientes que outras empresas como a dele estão usando seus produtos e obtendo bons resultados. E sempre que for fazer a divulgação do case, garanta que o logotipo do cliente esteja bem visível para chamar a atenção.

Para ir além…

As dicas de neuromarketing não se encerram aqui. Existem diversas táticas que podem ser utilizadas para influenciar a mente do consumidor. Dentre elas:

  • Crie associações
  • Crie sentimento de escassez e urgência
  • Invista em elementos visuais (como imagens e vídeos 3D)
  • Proporcione experiências

Caso queira entender melhor cada item, sugerimos o artigo: 4 táticas para influenciar o inconsciente do seu consumidor. E se precisar compreender melhor sobre o neuromarketing, acesse: Como o neuromarketing pode ajudar nas suas campanhas?

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