A era do turismo virtual: quais são as vantagens?

A realidade virtual envolve a utilização de um óculos VR (sigla para Virtual Reality). Com o uso de imagens realistas, sons e outras sensações físicas, consegue essencialmente inserir o usuário dentro de um ambiente digital, no qual ele pode se movimentar e, em alguns casos, interagir de diversas maneiras.

Ao contrário do que muitos podem pensar, a história da VR não é nova. Como contado aqui, em 1838 o britânico Charles Wheatstone criou óculos estereoscópicos que usavam espelhos na frente dos olhos com uma pequena angulação na lente.

Apesar de ter surgido no século XIX, a tecnologia começou mesmo a ser consumida nos últimos tempos graças aos óculos de alta potência produzidos por empresas como Samsung e Sony, além de opções de baixo custo de empresas como Google. Dentre seus usos estão jogos, permitir a visualização de vídeos interativos, imagens em 360 graus e muito mais.

Mas, além do entretenimento, o VR está sendo utilizada pelos profissionais de marketing e de vendas como ferramenta para melhorar a experiência do consumidor e demonstrar produtos. A tecnologia, portanto, já invadiu várias indústrias, incluindo a do turismo virtual.

O que é turismo virtual?

“A realidade virtual e o turismo foram feitos um para o outro”, diz um artigo publicado no site Forbes. Como explicado no início deste post, a realidade virtual envolve colocar pessoas em ambientes artificiais (mas o mais realista possível) altamente gerenciados. “Como tal, não surpreende saber que a indústria de viagens e várias empresas de tecnologia estão cada vez mais experimentando maneiras de usar a VR para dar às pessoas a mesma experiência básica do turismo”, escreve o autor, Simon Chandler.

Se alguns segmentos da indústria mostram-se mais lentos em investir no VR, o mesmo não podemos dizer das empresas que operam no setor de turismo, as quais foram especialmente rápidas em adotar a tecnologia de realidade virtual. E isso aconteceu por motivos fáceis de serem entendidos.

Na sua essência, o VR é totalmente sobre experiência. Seguindo esse raciocínio, o que o turismo vende? Exatamente: a experiência. Em outras palavras, turistas não estão atrás de produtos, mas sim procuram por um meio de realizar sonhos e construir histórias.

A realidade virtual aplicada ao turismo (ou seja, o turismo virtual), oferece uma maneira eficaz de os profissionais de marketing darem a esses turistas um gosto do que podem esperar. Inclusive, pode até ajudar nas tomadas de decisão.

Em sua maioria, clientes de viagens exigem muitas informações antes de reservar um quarto de hotel e fechar um pacote. Como empresa do ramo de turismo, você pode enviar descrições e mostrar imagens e vídeos. O cliente, por sua vez, irá ler comentários de outros clientes ou até mesmo buscar opiniões nas mídias sociais.

Contudo, com o uso inteligente da VR, esse processo pode ser reduzido significativamente.

Classificações do turismo virtual

O texto publicado no site da Forbes fala em duas categorias de turismo virtual: “a que simula experiências turísticas que qualquer pessoa com dinheiro suficiente pode experimentar de verdade e aquela que simula experiências que não são possíveis”.

No primeiro caso, já temos muitos hotéis e empresas de turismo fornecendo elementos de realidade virtual em seus websites ou aplicativos. Com isso, seus usuários conseguem experimentar uma versão digital de um quarto de hotel ou até mesmo dar uma olhada em uma das atrações próximas, em pontos turísticos da cidade, eventos etc. Ou seja, o turismo virtual permite que os vendedores forneçam um tipo de opção “experimente antes de comprar”.

No segundo caso – simulação de experiências não possíveis – o turismo virtual consegue ir além. Por exemplo, Chandler conta em seu artigo que em 2018 a startup francesa FlyView lançou uma atração de realidade virtual que os turistas podiam ver e sentir como seria voar sobre Paris em um jetpack.

Outro exemplo do “turismo virtual impossível” vem do Four Seasons Resort Oahu, em Ko Olina. Ele introduziu uma “experiência de bem-estar de realidade virtual”, na qual os participantes podiam fazer uma viagem relaxante pelos oceanos, cavernas e espaço.

Dentro dessa linha das duas categorias de realidade virtual aplicada ao turismo, o artigo na Forbes fala sobre a empresa de marketing Travel World VR, de Nova Jersey.

A empresa lançou um aplicativo em dezembro de 2019 no qual os usuários podem visualizar vídeos VR de 360 graus de destinos, linhas de cruzeiros, hotéis, resorts e operadores turísticos. “Tudo isso visa incentivar potenciais clientes a reservar férias reais”, escreve o autor, comentando que essa estratégia também servirá para que empresas de viagens alcancem usuários específicos diretamente com publicidade.

Resumindo: vantagens do turismo virtual

Como você conseguiu observar, o turismo virtual traz diversos benefícios. Para resumirmos, citamos:

  • Tours virtuais de hotéis: um dos melhores exemplos de estratégia quando falamos em turismo virtual, os tours virtuais de hotéis dão mais transparência aos clientes, permitindo-os que tenham um conteúdo de “provador”.
  • Experiências virtuais de viagem: com realidade virtual os hotéis, agentes de viagens e operadoras do setor de turismo conseguem oferecer aos potenciais clientes uma experiência virtual de viagem. Isso significa possibilitar aos usuários que experimentem algumas das principais atrações que podem atraí-los para um local.

Por exemplo, um hotel em Paris pode oferecer uma experiência virtual de como é estar dentro do Louvre ou no topo da Torre Eiffel, enquanto um hotel próximo a um parque temático pode oferecer uma experiência virtual de um passeio em uma montanha-russa. O principal benefício disso é a capacidade de vender quartos, voos e produtos de viagem com base nas experiências que eles podem proporcionar (e com o VR essa experiência pode ser vivenciada de uma maneira que imagens e vídeos não conseguem fazer).

Conseguiu entender como o turismo virtual pode beneficiar uma cadeia inteira do setor? O melhor de tudo isso é que se trata de uma experiência memorável que seu cliente em potencial jamais esquecerá. Mesmo que a venda acabe não fechando naquele momento, com toda certeza é da sua empresa que ele lembrará quando for planejar a próxima viagem.

Agora imagine o que uma experiência em realidade virtual pode fazer para outros setores…

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